
Japão dos anos 60 – boom económico, orgulho olímpico e repressão à “moral pública”. Uma lei anti-prostituição tem como alvo as mulheres, mas poupa os trabalhadores do sexo masculino, os chamados “meninos azuis”. Quando a polícia prende o médico que realizava as cirurgias de redesignação sexual, começa o sensacional “Julgamento do Blue Boy”. Três mulheres transexuais tomam posição, desencadeando um debate nacional sobre identidade, medicina e felicidade – muito antes de existir a linguagem LGBT. Embora o tribunal tenha considerado a cirurgia legal, o veredicto lançou uma sombra: nenhuma operação desse tipo ocorreria no Japão durante 29 anos. Meio século depois, esta história enterrada ainda reverbera na vida das minorias sexuais.
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